por Letícia Teixeira Rocha
O livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, é destinado a todo educador preocupado com o verdadeiro processo ensino/aprendizagem e com o amor ao saber, à construção e incentivo à autonomia de pensamento crítico na visão sobre o mundo. Ele enfatiza, primordialmente, a valorização pelos saberes que o aluno trás da vida para a escola.
No capítulo dois, Paulo Freire frisa o que está explícito em seu título: “Ensinar não é transferir conhecimento”. Diz que não devemos de forma alguma nos sentir autoridades “soberanas” em sala de aula. Como futura educadora, concordo plenamente quando ele diz que a prática educativa deve respeitar opiniões.
O educador deve aprender com o educando. A integração entre professor-aluno é fundamental para a orientação da construção da sabedoria e da prática reflexiva. Fazer com que o educando o leve para sua realidade é a melhor forma de aprender o melhor trajeto para o êxito na aprendizagem.
Portanto, ser autônomo é considerar problemas e fatores, saber analisar, refletir, criticar e escolher o melhor caminho a seguir. Considerar também o olhar do próximo, pois ser autônomo está longe de ser egocêntrico: o cooperativismo é fundamental.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.