Trabalhos, pesquisas, textos. Pequeno acervo do que aprendo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ensinar não é transferir conhecimento

por Letícia Teixeira Rocha

O livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, é destinado a todo educador  preocupado com o verdadeiro processo ensino/aprendizagem e com o amor ao saber, à construção e incentivo à autonomia de pensamento crítico na visão sobre o mundo. Ele enfatiza, primordialmente, a valorização pelos saberes que o aluno trás da vida para a escola.
No capítulo dois, Paulo Freire frisa o que está explícito em seu título: “Ensinar não é transferir conhecimento”. Diz que não devemos de forma alguma nos sentir autoridades “soberanas” em sala de aula. Como futura educadora, concordo plenamente quando ele diz que a prática educativa deve respeitar opiniões.
O educador deve aprender com o educando. A integração entre professor-aluno é fundamental para a orientação da construção da sabedoria e da prática reflexiva. Fazer com que o educando o leve para sua realidade é a melhor forma de aprender o melhor trajeto para o êxito na aprendizagem.
Portanto, ser autônomo é considerar problemas e fatores, saber analisar, refletir, criticar e escolher o melhor caminho a seguir. Considerar também o olhar do próximo, pois ser autônomo está longe de ser egocêntrico: o cooperativismo é fundamental.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

sábado, 5 de junho de 2010

Kafka, inseto?!



      Muitos podem achar estranho ou nojento, mas uma das obras mais famosas do nosso glorioso Franz Kafka é protagonizada por tal: A Metamorfose.
      Gregório, um homem de meia idade, solteiro e financeiramente responsável por sua família, certo dia acorda repentinamente sob a forma de um inseto! Impossibilitado de exercer suas atividades comuns do dia a dia, como o trabalho, ele passa a possuir um sentimento imenso de culpa por não poder mais dar apoio à sua família. Sentimento este presente em várias de suas obras e que, de acordo com alguns estudiosos, tenha sido ocasionado pela morte prematura de dois irmãos mais novos.
      Outro sentimento muito presente tanto em sua vida quanto nas obras é a insegurança e a tristeza. Como no próprio A Metamorfose, o personagem principal se sente magoado, pois seus pais passam a sentir repulsão mesmo sabendo que é o filho deles na forma do inseto. Muitas vezes até o agredindo fisicamente, o que mostra claramente que, para a família, ele significava apenas seu sustento. Ao desenrolar da trama, a própria família passa a sofrer certa metamorfose, quando todos tem que passar a trabalhar e modificar suas rotinas.
      Devemos perceber que, no decorrer da história, Gregório não se dá conta que é um inseto, ele somente percebe sua forma diferenciada e, com o tempo, passa a se acostumar com isso sem nem saber como nem porque é. Uma excelente crítica à forma da sociedade e como as pessoas lidam com isso.
      Então se você, curioso, gostaria de uma leitura divertida, não aconselho. Mas se está um pouco a fim de refletir, este é um ótimo pedido!
por Lisa Stér Cöy
(ou Letícia Teixeira Rocha).




E quem não pode aprender?!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

EJA - Educação de Jovens e Adultos

Histórico da lei e importância para a educação
por Letícia Teixeira Rocha


Os Estados – Partes do presente Pacto reconhecem que, com o objetivo de assegurar o pleno exercício desse direito: a educação primária deverá ser obrigatória e acessível gratuitamente a todos; a educação
secundária em suas diferentes formas, inclusive a educação secundária técnica e profissional, deverá ser generalizada e tornar-se acessível a todos, por todos os meios apropriados e, principalmente, pela
implementação progressiva do ensino gratuito; (...); dever-se-á fomentar e intensificar na medida do possível, a educação de base para aquelas pessoas que não receberam educação primária ou não concluíram o ciclo
completo da educação primária. (ex artigo 13, 1,d do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da Assembleia Geral da ONU de 16.12.66, aprovado, no Brasil, pelo decreto legislativo n. 226 e promulgado pelo decreto n. 591 de 7.7.92)



     Toda iniciativa do governo em elaboração de leis e projetos é baseada no contexto histórico-social do meio que representam. É óbvio que para que sejam aplicadas é preciso esforço e cobrança tanto de quem as cria quanto de quem é beneficiado com a mesma.
      Se voltarmos um pouco no tempo, perceberemos que nosso país é novo em matéria de descoberta e mais novo ainda se formos considerar a partir da independência, ou seja, quando deixou de ser colônia. E desde que o homem existe há muito preconceito e exclusão social. A educação, portanto, não ficou por fora dessa história. Aliás, foi o que faltou para a evolução dos restantes setores.
      A educação era para poucos. Somente aqueles ricos ou de pais gabaritados podiam estudar ou tinham condições de se deslocar para outros municípios ou estados em busca de conhecimento. Já pobres, escravos, índios e descendentes dos mesmos não tinham esse mesmo privilégio. O tempo passou e eles continuaram sem ter acesso a esses conhecimentos.
      Hoje, sabendo que ainda há muitos desses indivíduos na ignorância, alguns deles até alfabetizados, porém não letrados ou vice-versa, decidiu-se implantar uma modalidade de ensino específica para esses jovens e adultos: o EJA.
Educação para Jovens e Adultos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, busca atender aos indivíduos fora da idade referente ao período de escolaridade em que se encontram e está voltado à faixa etária superior a 17 anos. No Ensino Fundamental, Ensino Médio e cursos profissionalizantes.
      Tem como principal objetivo alfabetizar, letrar, politizar e inserir todos os cidadãos brasileiros na sociedade e no mercado de trabalho. Tem compromisso com a formação humana, acesso à cultura e relações sociais.
      O EJA é mobilizado em prol do educando-trabalhador, para que ele seja capaz de “aprender, refletir criticamente, agir com responsabilidade individual e coletiva, participar do trabalho e da vida coletiva, comportar-se de forma solidária, acompanhar as mudanças sociais, enfrentar problemas novos construindo soluções originais com agilidade e rapidez, a partir de métodos de conhecimentos científicos, tecnológicos e sócio-culturais.” 



E quem não pode aprender?

Aprendo logo transmito - Apresentação

Olá,

     Me chamo Letícia, sou educadora. Dentre outros atributos e profissões, o que lhes importa e interessa neste blog é somente este.
     Formada pelo Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, atuo na Educação Infantil e 1º segmento do Ensino Fundamental.
     Crio este blog para postar meus trabalhos, pesquisas, textos e disseminar tudo que aprendo, afinal, como sempre digo, "Penso logo existo; aprendo logo transmito."

E quem não pode aprender?!